quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mito: O minotauro


- Eu vou meu pai. Só eu posso dar fim a esse horror!

Chama-se Teseu o moço forte que acaba de dizer essas palavras a Egeu, o velho rei de Atenas. O rei está triste. E com razão. Chegou o momento em que, como todos os anos, deve enviar a Creta sete rapazes e sete moças para servirem de comida ao Minotauro. Alguns anos atrás, Minos, rei dos cretenses, venceu uma guerra contra Atenas, e desde então, todo ano, catorze adolescentes atenienses partem para Creta num navio de vela negra, que sempre volta vazio. O Minotauro, monstro com cabeça de touro e corpo de homem, devora-os no Labirinto onde mora.

Cansado dessas mortes inúteis, Teseu resolve tomar o lugar de uma das vítimas para tentar matar a terrível criatura. - O rei Egeu concede o pedido e diz:

- Então, vá. Mas se você voltar são e salvo, troque a vela negra do navio por uma branca. Assim, vendo o barco, eu já de longe fico sabendo que você está vivo. Teseu promete obedecer ao pai e embarca para Creta.

Chegando em Creta, Teseu passa a noite toda tentando tranquilizar seus companheiros  quando de repente  vê entrar uma bela moça.  Ela lhe diz: 

- Jovem estrangeiro, eu me chamo Ariadne e sou filha do rei Minos. Sei que você veio decidido a matar o minotauro mas, mesmo que consiga matá-lo, como conseguirá achar o caminho para sair do labirinto? Desde que o vi, fiquei interessada por você. Estou disposta a ajudá-lo se, depois, você se casar comigo e me levar para Atenas.

No dia seguinte, na entrada do Labirinto, Ariadne dá ao herói um novelo de um fio mágico, que lhe permite encontrar o  Minotauro e a saída do labirinto. Teseu encoraja os trêmulos companheiros, e todos penetram naquele lugar sinistro. O príncipe vai na frente, desenrolando com uma mão o fio, cuja extremidade fixou na porta de entrada. 

Teseu, cauteloso, pára e vigia os mínimos esconderijos, sempre com a mão no punho da espada que Ariadne lhe deu. Acordando de repente, o Minotauro salta mugindo sobre o rapaz. Mas o herói está alerta e, sem medo nem hesitação, abate de um só golpe o monstro.

Graças ao fio, que volta a enrolar no novelo, Teseu e seus companheiros saem do Labirinto. Ariadne joga-se nos braços do herói e abraça-o com paixão. Depois, ela conduz os atenienses ao porto. Em seguida, embarca com Ariadne e seus amigos.

O rei Minos enfureceu-se e manda bloquear o barco grego, e começa uma batalha naval. Teseu  consegue escapar. Alguns dias depois Teseu resolve fazer uma escala numa ilha para reabastecimento. Vaidoso com a vitória, fica só  imaginando sua volta triunfal, os gritos de alegria e de reconhecimento da multidão que virá aclamá-lo, apressa-se em partir.  Dá ordem de levantar âncora, esquecendo Ariadne, que fica adormecida na praia. Quando desperta, a princesa vê o navio já ao longe e se vê abandonada.

Enquanto isso, Teseu aproxima-se de Atenas. Está tão entretido com seus sonhos de glória que esqueceu de trocar a vela negra por uma branca conforme prometido ao pai. Pobre Egeu! Quando o barco enfim aparece, está com a vela preta. Certo de que Teseu está morto, o rei desespera-se e quer morrer também. Joga-se ao mar e afoga-se. Por isso, desde esse tempo o grande mar que banha a Grécia chama-se mar Egeu.

Teseu se entristece ao saber da trágica notícia da morte do pai culpando-se amargamente por sua irresponsabilidade, começa a chorar. Apesar da triunfal acolhida que Atenas lhe dá, ele fica de luto. Depois, porém, compreende que não deve lamentar seu ato de heroísmo. Já que subiu ao trono, só lhe resta ser um bom soberano. É o que tenta fazer, sempre reinando com grande respeito pelas leis e garantindo o bem-estar de seu povo. Sob seu sábio governo, a Grécia conhece a paz. E Atenas, a prosperidade.

(A Grécia – Mitos e Lendas, Alain Quesnel- Jean Torton. Trad. Ana Maria Machado, p.16)

sábado, 16 de junho de 2012

Nova aquisição: As crônicas de gelo e fogo



As crônicas de gelo e fogo (Leya), série de fantasia épica, do romancista e roteirista norte-americano George R. R. Martin, foi adquirida pelo Mundo da Leitura, que agora possui os quatro primeiros exemplares da série: A guerra dos tronos, A fúria dos reis, A tormenta de espadas e O festim dos corvos. Tendo seu primeiro volume lançado em 1996, a saga, originalmente concebida para ser uma trilogia, consiste em cinco volumes publicados, com mais dois planejados. A série foi traduzida para vinte idiomas, tem mais de 4,5 milhões de cópias impressas nos Estados Unidos e vendeu cerca de quinze milhões de exemplares mundialmente.
A obra de George R.R. Martin foi adaptada para jogos de videogame, histórias em quadrinhos, bonecos em miniatura e uma série de TV intitulada Game of Thrones. A atração televisiva apresentou a saga a um maior número de leitores e lhe trouxe maior notoriedade, fazendo com que os quatro primeiros volumes da série surgissem entre os dez primeiros colocados na lista de mais vendidos do jornal norte-americano The New York Times, em 2011.

A história
Há três argumentos principais na história, que se tornam cada vez mais interligados: a crônica de uma guerra civil dinástica entre várias famílias concorrentes pelo controle dos Sete Reinos; a ameaça crescente das criaturas sobrenaturais conhecidas como os Outros, que habitam além de uma imensa muralha de gelo ao Norte; e a ambição de Daenerys Targaryen, a filha exilada de um rei assassinado em uma outra guerra civil treze anos antes, prestes a voltar à sua terra e reivindicar seu trono de direito.

O autor
GEORGE R.R. MARTIN trabalhou dez anos em Hollywood como escritor e produtor de diversas séries e lmes de grande sucesso. Autor de diversos best--sellers nos EUA e na Europa, foi em meados dos anos 1990 que Martin deu início a sua mais importante obra: As crônicas de gelo e fogo. É a saga de fantasia mais vendida dos últimos anos, vencedora de diversos prêmios, e que agora também se torna uma grande produção da HBO.

A série Game of Thrones
Game of Thrones (Guerra dos Tronos) é uma série de televisão americana criada por David Benioff e D. B. Weiss, exibida na HBO. Baseada na obra de George R. R. Martin, com seu título sendo derivado do primeiro livro. Sua primeira temporada estreou em 17 de abril de 2011, a segunda temporada estreou em 1 de abril de 2012 e foi renovada para uma terceira temporada. Desde seus primeiros estágios de desenvolvimento, a série foi muito bem recebida pela crítica especializada. Sua primeira temporada foi indicada a vários prêmios, incluindo o Primetime Emmy Award de melhor série dramática e o Globo de Ouro de melhor série - drama; Peter Dinklage venceu o Emmy e o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante. Também conquistou o Emmy de melhor desenho de créditos principais.

Assista ao vídeo promo da primeira temporada:

Assista também a abertura da série, ganhadora do Emmy de melhor desenho de créditos principais:

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dica: Madagascar




Não são apenas nos livros que as fábulas existem, novas fábulas podem surgir de diferentes linguagens. Algumas até são bem populares, como é o caso  da animação Madagascar, criada em 2005 pelo departamento de animação da Dreamworks, estúdio criado pelo diretor Steven Spielberg. Essa fábula contemporânea é reconhecida pelo seu humor excêntrico que permeia a história dos animais que saem do zoológico de Nova Iorque direto para regiões selvagens. No Mundo da Leitura você pode conferir, aos sábados, o DVD Madagascar 2: a grande escapada,  continuação que conta um pouco do passado do leão Alex e novas confusões de seus companheiros. 

E no mês de junho estreia nos cinemas a terceira parte, Madagascar 3: os procurados, que segue acompanhando as peripécias do grupo de animais falantes. 

Confira o trailer dublado de Madagascar 3: os procurados


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Resenha: "Os três mosqueteiros em cordel", de Klévisson Viana


Eduarda Dal Pozzo*

A obra literária mais conhecida e admirada de Alexandre Dumas, Os três mosqueteiros – que encantou gerações em uma aventura de capa e espada guiada pela emoção, está de volta sendo recontada por Klévisson Viana, cartunista, cordelista e poeta cearense, em sua obra Os  três mosqueteiros em cordel (Leya, 2011, 128 p.).
O autor apostou nesse gênero por ser típico de sua região, e usou do talento e da arte para reproduzir seus versos, uma vez que possui outros trabalhos publicados em forma de cordel.  Nos dias de hoje, podemos encontrar esse tipo de literatura principalmente na região Nordeste do Brasil.
Rimas, uma linguagem poética, uma dose de humor, pinceladas de suspense, muita ação e aventura é o que essa obra escolhida para o Projeto Livro do Mês - 2012 nos proporciona, fazendo com que a cada página, aumente a expectativa para o próximo combate dos guerreiros armados com sede de igualdade.
Os fiéis escudeiros do Rei Luís XIII, da França do século XVII, Athos, Phortos, Aramis e o patriota sonhador  D’Artagnan  protagonizam duelos de tirar o fôlego e nos levam a vibrar nesta leitura. É emoção do início ao fim. Paixão, coragem, medo e vingança, duelam na trama também.
Com muito companheirismo, coragem e força, vencem as batalhas na ponta da espada, impondo respeito aos rivais inimigos, que com eles não tinham vez, exaltando a força que há em uma amizade verdadeira, na luta por um país igual para todos.
Nossos guerreiros erguem suas espadas em defesa do seu rei, de seu povo, e diante de um ideal, batendo de frente com sociedade, política e religião, para mostrar que a igualdade havia de prevalecer. 
Um por todos e todos por um! O bordão que os mantinha unidos a cada batalha, não perde a força em nenhum momento, o que torna a leitura ainda mais contagiante, e vai continuar encantando leitores nessa releitura de versos estrofes e imagens. Qualquer um que se divirta com histórias de guerreiros, repletas de aventuras, tramas, vilões e justiceiros, com certeza irá gostar de ler Os três mosqueteiros!

*Acadêmica do curso de Letras da Universidade de Passo Fundo e monitora do Quiosque de Leitura - Roberto Pirovano Zanatta






Participe dos encontros com o autor Klévisson Viana. nesse mês de Junho. para discutir a obra a cima resenhada.